AI pede que Iraque suspenda execuções
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terça-feira, 01 de setembro de 2009
Agência Estado 
Bagdá- A Anistia Internacional (AI) pediu ontem ao governo do Iraque que suspenda as execuções promovidas pelo Estado porque os tribunais locais têm emitido sentenças de morte como resultado de processos que não atendem aos padrões internacionais de julgamento justo.
De acordo com o grupo de defesa dos direitos humanos, estima-se que mil pessoas estejam no corredor da morte no Iraque, entre elas 150 pessoas que já esgotaram os recursos judiciais possíveis e deverão ser mortas por enforcamento.
Em um relatório divulgado nesta terça-feira, a AI também acusa o governo iraquiano de não ter sido transparente com relação às execuções levadas a cabo nos últimos anos.
Bagdá nunca divulgou números oficiais sobre execuções. De acordo com uma contagem da AI, o Iraque já promoveu 194 execuções desde a reinstauração da pena de morte no país, em 2004.
''No entanto, a Anistia Internacional acredita que os números verdadeiros sejam mais altos, dado o segredo que cerca as execuções e a falta de informações públicas sobre elas'', diz o documento.
Busho Ibrahim, vice-ministro da Justiça do Iraque, disse que não comentaria os números divulgados pela AI, mas defendeu as execuções de pessoas condenadas ''por ataques terroristas contra vítimas civis inocentes em mesquitas e mercados''. As informações são da Associated Press.


