As inundações que afetam a Polônia e a República Tcheca ameaçam novas regiões e ontem se aproximavam da fronteira alemã, depois de terem causado 74 mortos e devastado localidades inteiras. Na Polônia, a água avança para o Norte. No Sul, foram registradas 37 mortes, mas esse número é considerado subestimado, porque há grande número de desaparecidos.
O governo decretou para sexta-feira dia de luto nacional. Às margens do Oder, Glogow (73.000 habitantes) e Wroclaw (700.000 habitantes), entraram em estado de alerta. Wroclaw, Capital da Baixa Silésia, está parcialmente submersa há três dias.
A enchente ameaça chegar a Scinawa, Glogow e Nowa Sol, no Sudoeste do País. Em Wroclaw, moradores e a Defesa Civil lutam contra a água. O nível do Oder baixava ontem 1 centímetro por hora, mas a água continuava ameaçando muitos bairros.
Helicóperos sobrevoam a zona sem parar, retirando dezenas de pessoas e distribuindo víveres e medicamentos. Os ‘‘naúfragos’’ aguardam posicionados em telhados e usam bandeiras para se comunicarem: branca para dizer ‘‘preciso de alimentos e água’’, vermelha para ‘‘ninguém a ser retirado’’ e azul para ‘‘preciso ajuda médica’’.
Na Bacia do Vístula, a situação parece melhor. As ‘‘grandes ondas’’ cruzaram Varsóvia pela manhã, sem causar destruições. Mas em Plock (130 km ao norte) o estado é de alerta.
Os estados regionais alemães (Laender) vizinhos à Polônia enviaram comboios de ajuda humanitária e equipes de salvamento. Três postos ferroviários da fronteira tcheco-polonesa (Zebrzydowice, Chalupki e Miedzylesie), estão fechados.

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