Pedaços de iceberg derretidos e engarrafados são a última moda entre as abastadas famílias da Califórnia. Uma garrafa chega a custar US$ 10 dólares, um preço que, apesar de parecer exagerado, não amedronta toda uma geração de norte-americanos. Ronald Stamp, um dos ideólogos da nova bebida, afirma não estar conseguindo atender à demanda. Sua água é comercializada sob o nome de ‘‘Borealis’’ e a campanha publicitária a vende como ‘‘a mais pura das puras’’. O slogan tem uma explicação: a água francesa, líder de mercado até agora, percorre um caminho de 10 anos entre rochas vulcânicas que a purificam e a enriquecem; por outro lado, os pedaços de iceberg mais jovens datam de cerca de 10.000 anos. Os produtores da Borealis explicam que a água, desta forma, foi congelada muito antes de a Terra começar a sofrer os efeitos da contaminação ambiental. Mas os competidores franceses já começaram a desqualificar a pureza da ‘‘nova’’ água, afirmando que ‘‘provavelmente o líquido contenha restos de urina de animais polares’’.

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