Agressividade marca final da campanha
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
Folhapress 
Teerã - Na campanha mais agressiva e disputada da história do Irã, que culmina com o primeiro turno da eleição presidencial na sexta, o presidente Mahmoud Ahmadinejad acusou hoje seus adversários de usar táticas de Hitler e ameaçou colocá-los na cadeia por ofender o presidente. Esses insultos e acusações contra o governo são um retorno aos métodos de Hitler, de repetir mentiras até que se acredite nelas, disse o presidente. Quem insulta o presidente deve ser punido, e a punição é cadeia, discursou em comício na frente da Universidade Sharif, em Teerã.
Seu principal rival, o ex-primeiro-ministro Mir Hossein Mousavi, um reformista moderado, disse que o país sofre de inflação alta e desemprego e que o presidente não soube investir nem poupar os recursos da época em que o petróleo tinha cotações muito mais altas. Mousavi acusou ainda o rival de isolar o Irã e colocar a perder nossa dignidade internacional ao negar o Holocausto.
Ahmadinejad diz que a inflação está em 14%, enquanto Mousavi usa números do Banco Central, que apontam para 23,6%. A apresentação de cifras conflitantes foi a marca dos debates na TV entre os presidenciáveis na semana passada.
O atual presidente ganhou 20 minutos da TV estatal para se defender das acusações. No início da semana, a campanha de Mousavi acusou a mídia do governo de dar mais espaço a Ahmadinejad.
Em outro round, na semana passada, Ahmadinejad acusou o ex-presidente Hashemi Rafsanjani (1989-1997) e seu filho de corrupção e enriquecimento com a polícia. Rafsanjani pediu ontem que o supremo líder político e religioso do país, o aiatolá Ali Khamenei, que está acima do cargo de presidente, tome as medidas necessárias para acabar com esse motim e com esse incêndio de que já se vê a fumaça.


