Dezenas de partidários e detratores do ex-ditador chileno Augusto Pinochet protagonizaram violentas manifestações diante do Hospital Militar de Santiago, onde ontem o ex-general se submeteu a exames médicos.
Agentes da polícia de Carabineiros tentaram manter afastados os dois grupos para evitar que a troca de ofensas verbais degenerasse para agressões físicas, testemunhou a AFP, presente ao local.
Os manifestantes pró-Pinochet reuniram-se ontem cedo diante da instituição médica, onde Pinochet chegou às 7h20 (hora local) para iniciar os exames.
‘‘Soldado, não peça perdão por salvar a Pátria’’, dizia uma imensa faixa exibida pelo grupo de umas 30 pessoas, em alusão ao golpe militar liderado por Pinochet.
Os ‘‘vivas’’ ao general de 85 anos foram substituídos por insultos e vaias quando cerca de 40 membros do Grupo de Familiares de Executados Políticos (durante a ditadura 1973-90) chegaram às imediações do hospital.
‘‘Assassino’’, gritavam, exibindo um único cartaz com a inscrição ‘‘Caravana da morte’’, em referência aos militares que percorreram o país executando presos políticos.

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