Agentes dos EUA visitam pai de Elián em Cuba
France Presse
De Havana
Funcionários da imigração dos Estados Unidos mantiveram contato ontem com Juan Miguel González Quintana, pai do garoto Elián, de seis anos, cuja custódia tem sido motivo do acirramento da tensão entre Washington e Havana nas últimas semanas.Elián sobreviveu a um naufrágio que causou a morte da mãe dele quando um grupo de balseiros cubanos tentava alcançar o território norte-americano.
O pai de Elián conversou com dois agentes do Serviço de Imigração e Naturalização (INS, pelas iniciais em inglês) norte-americano em sua casa, em Cárdenas, pequena cidade 150 Km a leste de Havana, segundo informaram fontes oficiais cubanas. A visita reforçou as esperanças de González de reaver a custódia de Elián.
Agora já não há nenhum motivo para que retenham Elián nos Estados Unidos por mais tempo. Espero que enviem meu filho de volta o mais rapidamente possível, afirmou González, de 31 anos, porteiro de um hotel do balneário de Varadero e membro do Partido Comunista de Cuba.
González mostrou aos funcionários do INS documentos e fotografias de nascimento e matrículas escolares de Elián, além da certidão de casamento com a mãe dele, de quem está separado há três anos. Uma vez cumprido esse trâmite formal, que é certificar-se do que todo mundo sabe - que González Quintana é o pai de Elián -, tudo que o INS deve fazer é aplicar a lei. A legislação norte-americana, a cubana e o direito internacional prevêem que menores devem ficar com seus pais, disse o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón.
O presidente cubano, Fidel Castro, interveio acusando as máfias de Miami de ter sequestrado Elián, exigindo a devolução do garoto e advertindo os Estados Unidos para o risco de uma guerra de opinião pública.





