Agente da vaca-louca infecta ser humano
Uma equipe de cientistas anglo-americanos apresentou ontem o que chamou de ‘‘prova’’ de que o agente transmissor da doença ‘‘vaca-louca’’ tenha infectado também seres humanos, provocando uma nova forma da patologia mortal da doença de Creutzfeldt-Jakob (ECJ). Os cientistas da Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF), e da unidade britânica de vigilância da ECJ, com base em Edimburgo (Escócia), criaram uma geração de ratos portadores de genes que permitem controlar a proteína que transmite a ECJ. Com a continuidade, um grupo destes ratos recebeu injeções destas proteínas extraídas de bovinos enfermos e, ao final de 250 dias, os roedores haviam desenvolvido a doença. Outra experiência consistiu em injetar em ratos esta proteína proveniente de seres humanos infectados pela nova forma da doença de Creutzfeldt-Jakob, suspeita de estar vinculada à doença da vaca-louca. Entre estes ratos, a nova cepa da ECJ incubou no mesmo tempo que as outras e provocou os mesmos danos cerebrais. Estas observações permitiram aos cientistas afirmar que a doença humana e a animal são ‘‘intercambiáveis’’ e que a barreira entre as espécies não desempenha nenhuma função protetora.

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