Nove agências humanitárias trabalhando em Bagdá pediram ontem que as sanções de sete anos contra o Iraque sejam suspensas, dizendo que elas provocam desnutrição, epidemias e níveis ‘‘críticos’’ de desemprego no Iraque. Elas declararam que um acordo feito com a ONU que permite que o Iraque venda quantidades limitadas de petróleo para comprar comida e medicamentos mal cobre 10% das necessidades do Iraque.
Elas consideraram que o impacto das sanções, impostas sobre o Iraque pela ONU por sua invasão do Kuwait em 1990, incluem o ‘‘alarmante aparecimento da desnutrição em uma de cada quatro crianças’’ e relatórios hospitalares sobre um aumento em ‘‘doenças crônicas e infecções possíveis de serem prevenidas que estão alcançando uma proporção epidêmica’’. A declaração diz que a contaminação da água causou ‘‘consequências médicas drásticas’’ e o desemprego alcançou um ‘‘nível crítico’’.
A declaração foi assinada pela Associazione Amici dei Bambini, Bridge to Baghdad - Un Ponte per Baghdad, Children Concern International, Enfants du Monde - Droits de l’Homme, Equilibre, Movimiento por la Paz el Desarme y la Libertad, Middle East Council of Churches, Pharmaciens sans Frontieres International Committee e Friendship and Solidarity - Iraqi and Japanese Children.
O Iraque afirma que 1,2 milhões de seus habitantes morreram como resultado do embargo. Um relatório de 1995 da ONU disse que mais de meio milhão de iraquianos morreram por causa das sanções.
Nações ocidentais dizem que o acordo petróleo-por-comida implementado no ano passado deu fundos suficientes a Bagdá para comprar comida e medicamentos, e criticaram o presidente Sadam Hussein por construir palácios enquanto seu povo sofre.

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