São Paulo - A agência de energia nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu ontem aos países membros mais dinheiro para financiar o aumento nas inspeções realizadas no Irã, destinadas a verificar se Teerã está cumprindo o acordo nuclear firmado junto a seis potências mundiais. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) vai quase dobrar o número de pessoas trabalhando no Irã como resultado do acordo de seis meses, disse o diretor da AIEA, Yukiya Amano, em uma reunião extraordinária do conselho diretor da entidade composta por 35 países. Todos os países deram sinal verde ao plano para comprovar o cumprimento iraniano do acordo. Amano disse que o acordo interino que entrou em vigor na segunda-feira e que alivia as sanções econômicas ao Irã foi um "importante passo à frente na direção da conquista de uma solução abrangente" para a disputa de uma década sobre o programa nuclear iraniano. Mas acrescentou: "Ainda há um longo caminho a percorrer." "Vamos precisar quase que dobrar os recursos humanos dedicados à verificação no Irã", disse Amano. "Vamos precisar aumentar significativamente a frequência das atividades de verificação conduzidas por nós no momento." Pelo acordo com os Estados Unidos, França, Alemanha, Grã-Bretanha, China e Rússia, o Irã concordou em suspender o enriquecimento de urânio a 20% e a construção de uma usina de água pesada em troca de um limitado alívio nas sanções que castigam a economia dependente do petróleo.

Mais dinheiro
Em um relatório confidencial aos Estados membros da semana passada, a AIEA estima o aumento da carga de trabalho resultante do acordo em cerca de 6 milhões de euros. Desse montante, "contribuições de cerca de 5,5 milhões de euros são necessárias", diz o relatório. Diplomatas afirmaram que não esperam enfrentar dificuldades para levantar os recursos, ante a importância política da questão.

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