Agência mapeia lixo espacial na órbita da Terra
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terça-feira, 15 de abril de 2008
Folhapress 
São Paulo - Uma série de imagens geradas por computador distribuídas ontem pela ESA (Agência Espacial Européia) mostra a extensão do problema do lixo espacial na órbita da Terra. Segundo cientistas que estudam o problema, há hoje cerca de 12 mil objetos identificados orbitando o planeta. Boa parte deles é composta de satélites mortos, pedaços de foguetes e materiais sobre os quais não se tem nenhum controle.
A maior parte do lixo espacial rastreado (96%) está na chamada órbita baixa da Terra, a uma altitude entre 800 km e 1.500 km, onde há muitos satélites ainda em operação que podem ser danificados por colisões.
Mais de mil fragmentos estão em órbita em torno de 35.000 km, a zona orbital de satélites geoestacionários (que acompanham a rotação da Terra).
Um relatório publicado pela ONG UCS (União dos Cientistas Responsáveis), indica que apenas 25% dos objetos catalogados no espaço são satélites ativos ou aparelhos sob controle.
Metade de tudo o que há na órbita da terra são destroços de explosões -como um satélite da China que o país destruiu com um míssil em 2007- e o restante são corpos de foguetes descartados e objetos largados por astronautas e
sondas.
Com base em dados da Nasa e da ESA, a UCS estima que o número de unidades de lixo espacial seja bem maior do que o que se consegue monitorar. Mais de 150 milhões de objetos com menos de um centímetro de diâmetro devem estar em órbita.


