Mehmet Ali Agca, extraditado para a Turquia após 19 anos de prisão na Itália por ter cometido um atentado contra o Papa, está preso desde ontem na prisão de segurança máxima de Kartal, em Istambul, onde estão muitos ‘‘padrinhos’’ da máfia turca.
Esta prisão fica próxima àquela de onde Ali Agca fugiu, em novembro de 1979, ao passar pela porta vestido com um uniforme. O terrorista estava detido à espera de seu julgamento pelo assassinato do redator-chefe do jornal Milliyet, Abdi Ipekci, em fevereiro daquele mesmo ano.
A prisão de Kartal, do chamado ‘‘tipo F’’, tem celas em vez de dormitórios, como na maioria das penitenciárias turcas. Esta prisão reúne presos ‘‘célebres’’ da Turquia, em sua maioria padrinhos da máfia turca, que foram extraditados de vários países. O mais conhecido é Alaattin Cakici, extraditado em dezembro pela França, após um longo processo jurídico.
Kursat Yilmaz e Ayvaz Korkmaz, outros dois mafiosos extraditados da Bulgária e da Ucrânia, respectivamente, estão igualmente presos no local.
Agca tem em comum com Cakici, Yilmaz e Korkmaz opiniões políticas muito próximas ao ultranacionalismo. Mas nesta prisão se encontram também jovens adeptos do satanismo, julgados por terem matado, no ano passado, uma jovem, um sacrifício humano com a intenção de ‘‘apaziguar o diabo’’.
Agca foi indultado anteontem pelo presidente italiano, Carlo Azeglio Ciampi, e extraditado para a Turquia.

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