Washington - A África do Sul lançou o maior teste clínico já realizado no continente de uma vacina promissora contra o HIV, vírus causador da Aids, anunciou ontem o Instituto Nacional de Saúde sul-africano.
Cerca de três mil homens e mulheres com HIV participarão do programa para testar a vacina, fornecida pela empresa farmacêutica Merck and Co., que em testes anteriores e menores provou ser eficaz em mais da metade das pessoas que a receberam.
''Nossa maior esperança de acabar com a epidemia de Aids é uma vacina segura e eficaz'', disse o diretor do instituto, Elias Zerhouni.
''Alcançarmos esta meta requer um esforço concentrado de governos, cientistas e da indústria privada, bem como a participação de voluntários bem informados'', acrescentou.
O teste é realizado pela Iniciativa Sul-africana para a Vacina da Aids (SAAVI) e pela Rede de Testes de Vacinas contra o HIV (HVTN), juntamente com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas.
Segundo o instituto, se for bem sucedido, o teste poderá levar ao licenciamento e à produção em massa da vacina.
Participarão do teste voluntários com idades entre 18 e 35 anos, alguns dos quais receberão a vacina e outros um placebo, para determinar se a substância é capaz de evitar a infecção por HIV ou se é capaz de suprimir o nível de HIV no início para aqueles que se infectaram.
Segundo o Instituto Nacional de Saúde, a vacina contém cópias de apenas três genes-chave do HIV e não o vírus inteiro, portanto as pessoas que a receberem não serão infectados com o vírus da Aids.
A vacina já foi testada em cerca de 1.800 pessoas e há dois anos um teste em separado é conduzido em Estados Unidos, Canadá, América do Sul, Caribe e Austrália.

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