Aeronave explode na Índia e mata 159 pessoas
Bangalore- Pelo menos 159 pessoas morreram ontem quando um avião da Air India procedente de Dubai, com 166 pessoas a bordo, acidentou-se ao tentar aterrissar em Mangalore (sul da Índia).
Dirigentes da companhia disseram que o Boeing 737-800, que transportava 160 passageiros e seis tripulantes, desviou ao empreender o pouso, tocando terra e caindo num desfiladeiro pouco profundo, coberto de vegetação, pegando fogo em seguida. Segundo o diretor de recursos humanos da Air India, Anup Shrivasta, pelo menos sete pessoas sobreviveram.
Um sobrevivente, Uner Farooq, ouvido pela NDTV no hospital, disse que ouviu um barulho ensurdecedor. ''O avião deixou a pista indo direto contra árvores próximas e um incêndio começou na cabine. Cheguei a me prender em cabos, mas consegui sair'', afirmou. ''Minhas mãos, meu rosto e pernas estão queimados'', acrescentou Farooq, que tinha um curativo cobrindo toda a cabeça.
Segundo a lista de voo, entre os 160 passageiros estavam 137 adultos, nove crianças e quatro bebês. Dos sobreviventes, pelo menos três estão em estado crítico.
Segundo o chefe das autoridades aeroportuárias indianas, V. P. Agrawal, o piloto não enviou nenhum pedido de socorro nem outro comunicado que sugerisse um problema técnico. ''A visibilidade era de 6 km quando o avião se aproximava da pista, o que era mais que suficiente,'', acrescentou.
Em comunicado, a empresa Boeing, com sede nos Estados Unidos, explicou que enviou uma equipe à Índia para colaborar na investigação.
Piloto 'muito experiente'
O piloto do avião da Air India era ''muito experiente'', disse o ministro indiano de Aviação Civil, Praful Patel, sugerindo que a curta zona de segurança ao redor da pista pode ter contribuído para a catástrofe.
O Boeing 737 procedente de Dubai saiu da zona destinada a aterrissagem dos aviões e terminou seu percurso em um desfiladeiro rodeado por uma espessa vegetação.
Segundo o ministro de Aviação Civil, o piloto Z. Glusica, oficialmente identificado com a nacionalidade sérvia, tinha mais de 10 mil horas de voo e estava familiarizado com esta pista de aterrissagem.
As condições no momento da aterrissagem eram boas, mas o ministro destacou que a zona de segurança ao redor da pista em caso de perda de controle é mais curta que em alguns aeroportos. A pista na qual a aeronave tentou aterrissar tem 2,6 km de comprimento.
''Mangalore não tem tanta zona de ultrapassagem (e) neste caso aparentemente não foi capaz de deter o avião'', declarou. ''Nós podemos dizer, sem dúvida alguma, a partir dos primeiros elementos que, além disso, tudo parecia normal'', acrescentou.
Entretando, o ministro esclareceu que ainda é ''muito cedo'' para determinar as causas exatas da catástrofe, informando que foi iniciada uma investigação.
A equipe de resgate recuperou ontem mesmo as caixas-pretas do avião.





