Aerolíneas normaliza voos após conflito
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terça-feira, 15 de novembro de 2011
France Presse 
Buenos Aires - A estatal Aerolíneas Argentinas começou nesta segunda-feira a normalizar seus voos internacionais cancelados no domingo devido a um conflito com sindicatos, depois que o governo decidiu restituir à Força Aérea o controle das operações de aviação civil.
''Os voos que foram reprogramados e estão se normalizando. Estão nessa situação um com destino ao México e outro para Miami, e na tarde de ontem estava prevista a partida de serviços a Barcelona, Auckland e Madri'', disse à AFP um porta-voz da empresa, que pediu para não ser identificado.
O governo reagiu ao protesto dos sindicatos restituindo à Aeronáutica o controle das operações aéreas, que tinha exercido até março de 2007.
''Transfere-se as funções de controle da prestação dos serviços de navegação aérea e de coordenação e supervisão do acionar operativo do controle aéreo a cargo da Anac (Administração Nacional de Aviação Civil) ao âmbito da Força Aérea argentina'', diz o artigo 1 do decreto assinado pela presidente Cristina Kirchner.
Em meio ao conflito, a presidente instou ontem os sindicalistas a ''não boicotar'' o país, em um ato na cidade de Ushuaia.
''Os líderes sindicais devem compreender que não há melhor maneira de defender os trabalhadores do que cuidar da fonte de trabalho'', advertiu a presidente.
''Peço que tenhamos a imensa responsabilidade de defender as conquistas obtidas, que sejamos inteligentes, porque caso contrário serão frustrados processos virtuosos nos [âmbitos] econômico, político e social. Convoco vocês a não boicotar a Argentina e a continuar contribuindo para que a Argentina cresça'', completou.
O secretário de Transportes, Juan Pablo Schiavi, disse que o conflito com o sindicato dos técnicos aeronáuticos representou para a empresa reestatizada em 2008 ''uma perda de 20 milhões de dólares''.
O líder da Associação de Pessoal Técnico Aeronáutico (APTA), Ricardo Cirielli, afirmou que o protesto foi convocado porque a aérea teria deixado de cumprir medidas de segurança.


