São Paulo - Após uma coleção de atrasos em decolagens, a El Al, companhia aérea de Israel, decidiu mudar seu procedimento referente aos pedidos de passageiros ultraortodoxos para não se sentarem ao lado de uma mulher durante o voo. O pedido é comum especialmente em voos que ligam Israel aos Estados Unidos e decorre de uma interpretação religiosa mais estrita que proíbe qualquer tipo de contato físico entre um homem e uma mulher que não seja sua esposa.

O CEO da El Al, Gonen Usishkin, anunciou no final de junho que esse tipo de solicitação não seria mais atendida. "De agora em diante, qualquer passageiro que se recusar a sentar perto de outro passageiro será imediatamente removido do avião", disse ele em comunicado.

O último incidente ocorrera dias antes, quando um voo de Tel Aviv para Nova York partiu com 75 minutos de atraso depois que quatro homens se recusaram a sentar ao lado de mulheres. Duas passageiras concordaram em trocar de lugar e só assim o voo pôde decolar. Segundo o relato de um passageiro, um dos homens "embarcou no avião com seus olhos firmemente fechados, guiado pela mão por um de seus colegas, e assim permaneceu durante o voo".

O episódio gerou perdas financeiras para a El Al - logo depois a empresa de tecnologia Nice Systems anunciou que não iria mais voar com a companhia enquanto ela não mudasse suas práticas.
A El Al informou que irá providenciar em até seis meses treinamento para os tripulantes sobre como lidar com situações como essa, que se tornaram mais comuns nos últimos anos devido ao crescimento do número de judeus ultraortodoxos e à maior facilidade em viajar de avião, segundo a imprensa israelense.

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