São Paulo - Os advogados da família de Michael Brown criticaram nesta terça-feira o processo que levou um policial branco a não ser indiciado no incidente em que o jovem negro, desarmado, foi morto a tiros em agosto. Para eles, o processo sobre o caso, que aconteceu na cidade americana de Ferguson, no Missouri, foi injusto e com defeitos.
Durante uma coletiva, o advogado Benjamin Crump afirmou que se opunham à decisão do promotor do condado de Saint Louis, Bob McCulloch, de convocar um grande júri e não nomear um promotor especial. O reverendo Al Sharpton afirmou que McCulloch "se esforçou muito" para desacreditar Michael Brown.
A decisão do grande júri de não indiciar Darren Wilson, o policial branco que matou Brown, causou imediatamente violentos distúrbios em Ferguson, enquanto houve manifestações pacíficas nas grandes cidades do país.
Veículos foram depredados e incendiados, enquanto saques e sons de tiros foram registrados na Avenida West Florissant e seus arredores. Ao menos 12 prédios foram incendiados e 61 pessoas foram presas em Ferguson, enquanto outras 21 foram presas em Saint Louis, também no Missouri.
A cidade de Ferguson, nos arredores de Saint Louis, está em alerta máximo. Por causa dos episódios de violência, o governador Jay Nixon ordenou o enviou de mais integrantes da Guarda Nacional para Ferguson.
No dia 9 de agosto, Brown, que estava desarmado, foi baleado seis vezes por Wilson, em circunstâncias que ainda não foram esclarecidas.
A polêmica morte reavivou as tensões raciais e provocou manifestações que muitas vezes terminaram em distúrbios. Quase 70% da população de Ferguson é negra, mas as autoridades políticas e policiais são majoritariamente brancas.

mockup