ADVERTÊNCIA - Brasil cai em ranking de liberdade de imprensa
O grau de liberdade de imprensa piorou no Brasil em 2013, e o País é o pior das Américas em número de jornalistas mortos. A advertência foi feita pela organização não governamental Repórteres Sem Fronteira (RSF). Em dois anos, o País despencou 12 postos na classificação, ocupando o 111º lugar, por conta dos riscos das coberturas de crime organizado e corrupção.
O Brasil, que no ano passado aparecia em 108º lugar, perdeu três posições. À frente do País aparecem a República Centro-Africana, nação em guerra e sob intervenção internacional, em 109º lugar, e Uganda, em 110º.
Segundo o levantamento, as mortes de profissionais pesaram em 2013. "Com cinco jornalistas mortos ao longo do ano, o Brasil aparece no sinistro ranking como o país mais mortífero do continente para a profissão, um lugar ocupado até então por um México bem mais sangrento", diz a RSF em nota.
Só durante os choques acontecidos durante as manifestações de junho, 114 "atores de mídia" - jornalistas e outros profissionais de imprensa, além de jornalistas-cidadãos - ficaram feridos. "A repressão policial muito forte que o Brasil sofreu em 2013 também se abateu sobre os atores de informação", completa o texto.
Para Camille Soulier, responsável do Escritório Américas da RSF, as manifestações no Brasil - que a organização chama de "Primavera brasileira" - "foram graves para a liberdade de imprensa. "A polícia é responsável por mais de dois terços das agressões", disse Camille ao Estado, advertindo para a alta "polarização" política no País, que segundo a organização favorece a violência contra jornalistas. "E, a julgar pela morte recente de um cinegrafista (Santiago Andrade, da Band), o ano não começa bem."
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