A figura elegante da atual presidente se contrapõe à imagem informal e até desalinhada de Néstor Kirchner, mais inclinado a gestos rudes diante da cuidadosa diplomacia de sua esposa.
Admiradora confessa da presidenciável democrata americana, Hillary Clinton, e amiga da presidente chilena, Michelle Bachelet, Cristina não renega sua condição feminina e faz disso uma característica sua, algo que seus opositores criticam.
Em seu primeiro discurso depois de ganhar as eleições de outubro, Cristina pediu às mulheres - suas 'irmãs de gênero' - e aos jovens que a acompanhassem durante seu mandato que termina em 10 de dezembro de 2011.
Admiradora de Eva Duarte de Perón, Cristina confessa se identificar mais com a mítica imagem de Evita ''com o punho cerrado no alto'', do que com a frágil e bela mulher que deslumbrou o mundo com sua figura e seus trajes de alta costura na aristocracia européia.
Militante da combativa juventude peronista na década de 70, ela começava naqueles dias uma brilhante carreira na Universidade de La Plata, onde se formou advogada.
Foi nesta cidade a 60 km ao sul de Buenos Aires que conheceu seu marido, com quem se casou em 1975.
Devido ao golpe de Estado de 1976, o jovem casal se viu obrigado a emigrar para a inóspita província patagônica de Santa Cruz, onde Néstor Kirchner nasceu e local que foi a base para a carreira política de ambos, até que ele conseguiu alcançar o cargo de chefe do executivo.(F.P.)

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