Acusados permanecem em vazio judicial
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
France Presse 
Washington, EUA - Quase dois anos depois da eleição do presidente americano Barack Obama, os cinco homens acusados de terem organizado os atentados de 11 de setembro de 2001, há nove anos, estão mergulhados em um vazio judicial do qual não poderão sair em muito tempo.
O julgamento será no Tribunal Militar de Exceção, em Guantánamo, ou no Tribunal Federal, nos EUA. O dilema segue em ponto morto há seis meses para o governo de Obama, que, no entanto, havia anunciado um julgamento em um tribunal de direito comum em pleno coração de Nova York.
''O estudo (das opções) continua'', disse um alto funcionário do governo americano. ''Sejamos realistas, nada acontecerá antes das eleições'' legislativas de 2 de novembro, quando o Partido Democrata deverá perder algumas cadeiras, disse Andrea Prasow, especialista em terrorismo da organização de defesa dos Direitos Humanos Human Rights Watch.
Até o momento, os cinco homens, entre eles Khalid Sheik Muhamad, autoproclamado mentor dos atentados e que permanece detido há oito anos, não foram colocados sob uma jurisdição. Para que pudessem comparecer ante um tribunal de Nova York, como o governo Obama tinha anunciado com grande pompa em novembro de 2009, os procuradores militares retiraram as acusações contra eles nos tribunais militares de exceção de Guantánamo. Mas, de concreto, os cinco acusados ''estão detidos como os demais, em Guantánamo, (Cuba), como prisioneiros de guerra, combatentes inimigos ilegais'', disse Suzanne Lachelier, advogada militar que defende um dos acusados, Ramzi ben al-Shaiba.
Pressionada pelos conservadores, a Casa Branca poderá voltar atrás e decidir por fim organizar este longo e esperado julgamento ante uma jurisdição de exceção, neste caso, provavelmente na base militar americana em Guantánamo.


