Acusados de estupro coletivo são indiciados
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terça-feira, 08 de janeiro de 2013
Folhapress 
São Paulo - A Justiça da Índia indiciou ontem cinco dos seis acusados do estupro coletivo e agressão que terminou com a morte de uma jovem de 23 anos em Nova Délhi, em dezembro. Antes da audiência, houve tumulto na porta do tribunal especial criado para julgar o crime.
O caso, que aconteceu dentro de um ônibus na capital indiana, causou comoção no país e gerou uma série de protestos, alguns deles violentos. Milhares de indianos pediam ao governo reformas nas leis para aumentar a punição aos estupradores.
A chegada dos suspeitos para a primeira audiência sobre o caso foi conturbada. A juíza responsável sobre o caso, Namrita Aggarwal, proibiu a entrada de câmeras, a pedido dos promotores, o que causou uma corrida dos jornalistas para conseguir ver a audiência da tribuna da corte.
Os cinco acusados serão julgados por homicídio, estupro, ocultação de provas e outros filmes que ainda não foram revelados. Caso condenados, os acusados deverão ser condenados a pena de morte.
O sexto suspeito, um adolescente de 17 anos, foi apreendido e deverá passar por uma avaliação óssea para determinar sua idade real. Caso seja confirmado como menor, ele pode ser sentenciado a até três anos de medidas socioeducativas.
O estupro aconteceu na noite de 16 de dezembro, quando a jovem de 23 anos, que era estudante de fisioterapia, estava com o namorado dentro de um ônibus na parte sul de Nova Délhi. Ela foi estuprada e espancada por seis homens.
A mulher morreu no dia 29, após ficar 13 dias no hospital, sendo três em Cingapura. Ela foi cremada no dia 31 e suas cinzas foram jogadas no Rio Ganges, sagrado para os hindus, em uma pequena cerimônia com parentes.


