Mario Puzo, o autor do romance ‘‘O Poderoso Chefão’’, teria sido protagonista de fatos que ‘‘não negam’’ o estilo de seus célebres personagens do mundo da Máfia. Pelo menos é isto que transpira de uma velha pasta do FBI que acaba de ser divulgada, dando detalhes de investigação sobre o escritor, acusado de corrupção e absolvido quatro anos depois.
A decisão de divulgação do FBI não foi casual: ela aconteceu no mesmo dia em que ‘‘Omertᒒ, o último capítulo da saga que Puzo dedicou a ‘‘dom’’ Vito Corleone e seus sucessores, chegou às prateleiras das livrarias americanas. Puzo morreu em julho de 1999, e o livro foi publicado postumamente.
As acusações se referem ao período em que Puzo era escritor free lance e, ao mesmo tempo, trabalhava como funcionário departamento de Defesa. Sua função era a de selecionar os reservistas do Exército e, segundo uns 30 jovens interrogados, ele lhes teria pedido dinheiro para colocá-los na reserva.
Puzo rejeitou as acusações num interrogatório em 19 de janeiro de 1962, e que está agora disponível num site da Internet para questões judiciais, o Thesmokinggun.com. O escritor tinha então 42 anos e cinco filhos.

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