Acusado por ataque diz ser inocente
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sexta-feira, 02 de novembro de 2018
Danielle Brant <br> Folhapress 
Nova York - O homem suspeito de matar 11 pessoas em um ataque a tiros a uma sinagoga em Pittsburgh, Pensilvânia, declarou nesta quinta-feira (1º) ser inocente das 44 acusações federais que pesam contra si. Ele pediu ainda para ser submetido a um julgamento com jurados.
Robert Bowers, 46, teria entrado na sinagoga Tree of Life na manhã de sábado (27) e atirado enquanto gritava que queria "matar judeus". Além dos 11 mortos, dois membros da congregação ficaram feridos, assim como quatro policiais, baleados na troca de tiros que se seguiu.
Nesta quinta, Bowers declarou ser inocente das acusações, algumas das quais poderiam resultar em pena de morte, se ele for considerado culpado. O ataque é tratado como crime de ódio.
O suspeito estava com um grande curativo na parte superior do braço esquerdo -ele também foi baleado no tiroteio e teve alta hospitalar três dias atrás. Foi a segunda vez que Bowers compareceu a uma corte nesta semana, após ser indiciado por 44 acusações federais.
Na audiência, ele disse ao juiz Robert C. Mitchell que entendia as acusações. Michael J. Novara, defensor público do suspeito, entrou com pedido de inocência, "como é típico", disse. Dentre as acusações que pesam contra si, estão 11 por obstrução de livre exercício de crenças religiosas resultando em morte. O Departamento de Justiça afirmou que promotores federais em Pittsburgh iniciaram o processo de buscar uma possível pena de morte no caso.
A decisão é tomada pelo procurador-geral após uma revisão feita por advogados federais especializados em casos de pena capital. Nesta quarta (31), o secretário da Justiça, Jeff Sessions, disse que os supostos crimes "são incompreensivelmente cruéis e totalmente repugnantes." "Esse caso não é apenas importante às vítimas e a seus amados, mas à cidade de Pittsburgh e a toda a nação."


