Associated Press
A Câmara Baixa do Parlamento russo (Duma) realizou ontem, em Moscou, seu segundo dia de debates sobre o início do processo de impeachment do presidente Boris Yeltsin e hoje votará cada uma das acusações contra ele separadamente, a partir das 12h30 (5h30 em Brasília). Um alto funcionário do Kremlin advertiu ontem que qualquer passo para a remoção do presidente do cargo será considerado ‘‘uma declaração de guerra’’ e poderá levar o presidente a dissolver a Duma, informou agência russa Itar-Tass, sem identificar a fonte.
Para que o processo tenha início é necessário que pelo menos uma das cinco acusações contra Yeltsin seja aprovada por 301 deputados, ou seja, mais de dois terços dos 450 membros da Câmara Baixa. A acusação com maior possibilidade de receber o endosso de ao menos 301 deputados é a que responsabiliza Yeltsin pelo desencadeamento da desastrosa guerra contra os separatistas da República da Chechênia, na qual morreram entre 50 mil e 80 mil pessoas.

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