Acordo que encerra terceirização de multa será revisto
Acordo que encerra
terceirização de
multa será revisto
O acordo firmado entre governo e deputados, há cerca de três meses, proibindo a terceirização na cobrança de multas eletrônicas nas rodovias estaduais, vai ser revisto pela Assembléia. Os deputados de oposição somados a um grupo de governistas que não estão muito satisfeitos com o governo retiraram a matéria de pauta por cinco sessões. Eles não concordam com as brechas deixadas no texto aprovado em primeira e segunda discussões e que permitem ao governo uma composição com a empresa paulista Consladel, que explorava as rodovias estaduais antes do acordo.
A revisão do acordo, costurado pelos deputados Durval Amaral (PFL) e Aníbal Khury (PFL), quando este último era vivo, favorece o Palácio Iguaçu que sempre foi contra o fim da terceirização. Os governistas que apóiam a oposição nessa empreitada garantem que vão manter a proibição e impedir ainda a locação dos equipamentos eletrônicos, estratégia encontrada pelo governo do Estado para evitar o pagamento de multa por rescisão de contrato judicial com a Consladel. O contrato da empresa paulista só termina em 2001.
Não entendo essa incoerência. A oposição, respaldada por alguns governistas, está pondo em risco uma coisa que foi conquistada nos últimos meses: o fim da terceirização, avaliou Durval Amaral, diante da possibilidade de derrubada de seu substitutivo que, teoricamente, já era quase-lei, faltando apenas a chancela do governador. Queremos saber quanto vai custar a locação dos aparelhos da Consladel para o governo, observou Caíto Quintana (PMDB), autor do requerimento que garantiu a revisão do acordo. (L.D.)





