Um ano depois de ter se comprometido a concluir a paz em 13 de setembro, israelenses e palestinos fracassaram mais uma vez na data decisiva para pôr fim a 52 anos de conflitos. As duas partes se comprometeram, em 5 de setembro de 1999, em Sharm el-Sheikh, no Egito, a fechar um acordo de paz antes de 13 de setembro de 2000.
Depois do fracasso da Cúpula de Camp David, em julho, israelenses e palestinos admitiram que há pouca margem para otimismo.
O ministro interino das Relações Exteriores israelense, Shlomo Ben Ami, disse na segunda-feira que as duas partes devem ‘‘esgotar todas as possibilidades’’ nas próximas semanas.
Perguntado sobre a possibilidade de avanços nas próximas semanas, Ben Ami disse: ‘‘Realmente, não vejo possibilidades para muitas esperanças.’’ ‘‘Não temos ilusões. Ainda temos muito a fazer se quisermos conseguir a paz’’, afirmou Barak.
Apesar de o principal obstáculo continuar sendo o status de Jerusalém e seus Lugares Santos, outras questões estão pendentes de resolução, como a sorte dos refugiados palestinos e das colônias judaicas, o traçado das fronteiras, os recursos hídricos e a segurança.
Do lado palestino, Hanan Ashraui disse estar cético em relação à conclusão de um acordo. Segundo ele, os sete anos decorridos desde a assinatura dos acordos de Oslo não mudaram a ‘‘mentalidade israelense, que não trata os palestinos em pé de igualdade’’.

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