France PresseDe olho no inimigoSoldados franceses guardam uma das ruas do centro de Brazzaville, onde os Cobras estão agindoOs combates recomeçaram ontem em diferentes partes de Brazzaville, Capital da República Popular do Congo, pondo um fim à trégua de um dia, negociada depois de uma semana de violentos confrontos. O centro da cidade foi estremecido por explosões de morteiros e granadas enquanto se intensificava o tiroteio entre os soldados leais ao presidente pascal Lissouba e os milicianos Cobras, do ex-chefe de Estado Denis Sassou Nguesso.
Fontes militares ocidentais disseram que os dois lados mantinham posições no centro de Brazzaville, mas que os Cobras avançavam em bairros próximos ao zoológico, perto de uma das estradas que levam ao aeroporto.
Na base do Exército francês, perto do aeroporto, centenas de estrangeiros, na maioria africanos ocidentais, esperavam ser retirados. O Exército francês enviará seis tanques de guerra para ajudar a seus 1,2 mil soldados na retirada de estrangeiros de Brazzaville.
O subsecretário francês de Cooperação, Charles Josselin, declarou ontem ao jornal ‘‘Le Monde’’ que a França não tem um acordo de defesa com o Congo, como o que ele assinou com outros sete países africanos e do Oceano Índico. Por isso, as tropas francesas não intervirão para ‘‘criar uma zona de segurança’’ entre as duas partes em conflito. Um funcionário francês disse ter informações não confirmadas de que centenas de civis morreram no fogo cruzado.
Os combates começaram no dia 5, quando tropas do Exército atacaram a casa de Nguesso, acusado por Lissouba de tentar dar um golpe de estado. Nguesso, por sua vez, nega as acusações e diz que Lissouba quer criar confusão para adiar as eleições de 27 de julho e ficar mais tempo no poder.

mockup