LondresLondres e Madri estão de acordo sobre o princípio da soberania compartilhada em Gibraltar, mas a população do território terá a última palavra sobre a questão num referendo, afirmou ontem o ministro das Relações Exteriores britânico, Jack Straw. É a primeira vez que o chefe da diplomacia britânica reconhece a existência desse acordo de princípio, mencionado pela imprensa há semanas.
Straw acrescentou que ambos os países estavam ''mais perto do que nunca de pôr fim a quase 300 anos de história tensa''. ''Um futuro melhor para Gibraltar (...) é muito importante para deixá-lo escapar'', precisou. ''A disputa também afeta os britânicos porque tentamos construir uma aliança estratégica com a Espanha em favor de uma União Européia que ambos buscamos'', argumentou Straw.
O chanceler destacou os progressos obtidos desde o início das negociações sobre Gibraltar em 2001, principalmente mediante o estabelecimento de princípios básicos sobre os quais poderá repousar ''um acordo permanente''.
Marrocos-EspanhaO Marrocos decidiu manter-se firme no que considera seus ''direitos soberanos'' anunciando ontem que não vai retirar seus militares da ilhota de Perejil, na costa mediterrânea marroquina, apesar dos protestos da Espanha. No dia do casamento do rei Mohammed VI, celebrado em Rabat, o anúncio da instalação de um ''posto de vigia'' marroquino nesta ilhota reivindicada pela Espanha aumentou brutalmente a tensão entre os dois países. O Marrocos considera que Perejil (chamada de ''Leila'' pelos marroquinos) foi liberada em 1956, fim do protetorado espanhol na zona norte do reino. A Espanha, por sua vez, disse que a presença de militares marroquinos na pequena ilha constituia uma ''ruptura do statu quo'' sobre o território e pediu o restabelecimento do estado que prevalecia antes desse ''sério incidente''.

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