Acordo encerra hostilidades no Congo
PUBLICAÇÃO
domingo, 29 de novembro de 1998
France-Presse 
Os dirigentes dos países que participam do conflito na República Democrática do Congo (RDC) deram seu aval ontem a Kofi Annan para um cessar imediato das hostilidades, informou porta-voz das Nações Unidas na capital francesa. Os protagonistas também disseram ao secretário-geral do organismo que estão dispostos a assinar um acordo de cessar-fogo o quanto antes. Kofi Annan se reuniu, ontem pela manhã, à margem da Vigésima cúpula franco-africana, que se celebra em Paris, com os presidentes da RDC, Laurent-Desiré Kabila, de Uganda, Yoweri Museveni, de Ruanda, Pasteur Bizimungu, do Zimbábue, Robert Mugabe, também representante da Comunidade de desenvolvimento dos Estados da África austral (SADC), e com o de Burkina Faso, Blaise Compaore, na qualidade de presidente em exercício da Organização da Unidade Africana (OUA).
Cúpula Os trabalhos da 20ª cúpula franco-africana, que reúne em Paris 49 países africanos em torno do presidente francês, Jacques Chirac, e dirigentes das principais organizações internacionais, recomeçaram ontem, no Carrossel do Louvre, na capital francesa, informaram fontes oficiais.
A segunda sessão plenária foi dominada pelo conflito na República Democrática do Congo (RDC), que quase polarizou as atenções da conferência, iniciada sexta-feira.
A vigésima Reunião de Cúpula Franco-Africana, que contou, pela primeira vez com a participação dos países africanos que falam inglês, teve como lema a segurança coletiva. O presidente francês Jacques Chirac destacou em seu discurso de abertura da reunião a longa tradição de seu país nas relações com a África. Um total de 49 dos 53 membros da Organização para a Unidade Africana (OUA) enviaram delegações para participar da conferência. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pela primeira vez na história, participou do encontro, que acontece na famosa pirâmide de cristal do Museu do Louvre.
Esta é a primeira conferência deste tipo a ser realizada desde que a França abandonou sua política de intervenção na África e reduziu a presença militar francesa no continente. Os esforços para encontrar uma solução pacífica para o conflito na República Democrática do Congo marcaram o início da cúpula. O ministro da Ajuda ao Desenvolvimento da França, Charles Josselin, se mostrou otimista em relação a um acordo depois que o líder congolês Laurent Kabila afirmou estar disposto ao diálogo com seus rivais políticos, em Burkina Faso, nos dias 17 e 18 de dezembro.


