São Paulo - Líderes da Apec (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) concordaram, ontem, que é improvável um acordo legalmente vinculante nas negociações do clima em dezembro, em Copenhague, disse um oficial norte-americano.
''Não me parece que as negociações foram conduzidas de maneira que muitos dos líderes pensem que vamos chegar a um acordo final em Copenhague'', disse Michael Froman, um importante negociador dos Estados Unidos.
A percepção é de que a cúpula de dezembro servirá somente para um acordo preliminar. ''No entanto, pensam que é importante que Copenhague sirva para dar um passo adiante''.
Dirigentes de 19 países (dos 21 da Apec), incluindo o americano Barack Obama e o chinês Hu Jintao, compartilharam ontem um café da manhã informal não anunciado, organizado pelo primeiro-ministro australiano Kevin Rudd e o presidente mexicano, Felipe Calderón. Estavam presentes também os líderes do Japão, Rússia, Austrália e Indonésia.
Os líderes ouviram um discurso do primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, que sediará a cúpula de dezembro, em Copenhague. Ele, que também participou do café, disse esperar que um acordo político possa substituir o Protocolo de Kyoto.
Como a primeira fase do Protocolo de Kyoto termina em 2012, as negociações entre 7 e 18 de dezembro, em Copenhague, são vistas como a última chance para todos os países concordarem em medidas difíceis, mas necessárias, para desacelerar o aquecimento global.

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