Acordo comercial entre Chile e a Coréia do Sul
France Presse
de Auckland
O Chile e a Coréia do Sul firmaram ontem, em Auckland, um acordo de livre comércio, destacado pelo presidente Eduardo Frei como um fato inédito nas relações entre a Ásia e a América Latina.
Frei se reuniu na noite de ontem com seu colega coreano, Kim Dae Jung, às vésperas da Cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), que começa hoje.
Visivelmente entusiasmado, o presidente chileno disse que se trata de um caso inédito; não há exemplo entre um país asiático e um país latino-americano de um acordo de livre comércio. É uma etapa absolutamente inovadora e vai ter um tremendo impacto para a América Latina e também para a Ásia.
Segundo o comunicado do acordo, em 2000 começarão as negociações que versarão sobre a diminuição das taxas aduaneiras e de serviços e investimentos.
A Coréia decidiu fazê-lo (firmar o acordo) com o Chile como primeiro país latino-americano; isso demonstra o que o Chile tem significado não somente em sua reforma interna, mas também no campo internacional. Isso também consolida a APEC como uma grande zona de livre comércio no mundo, disse Frei.
O presidente destacou que o acordo tem despertado um grande interesse na Ásia, acrescentando que Cingapura vê com bons olhos a idéia de se criar no futuro uma Cúpula entre os países do Sudeste asiático e a América Latina.
O presidente chileno informou que 40% da economia do Chile está fundamentada na exportação, e se abrirmos o mercado estaremos conseguindo trabalho para as pessoas; é simples assim. Se abrirmos e continuarmos ampliando o mercado da China, se pudermos vender mais no Japão, quando forem suspensas as sanções por causa da mosca da fruta, isso significa que mais gente no campo terá emprego. O mesmo acontece com a Coréia.





