Pela segunda vez no ano, alpinistas brasileiros morreram escalando o pico do Aconcágua, na Argentina. O acidente ocorreu na quarta-feira à tarde, e foi provocado por uma avalanche de neve. Dos cinco brasileiros que integravam o grupo, morreram Mozart Catão Hastenreiter, de 35 anos, que comandava a expedição; Alexandre da Silva Oliveira, de 24 anos e Othon Leonardos, de 24. Os sobreviventes, que conseguiram chegar até o acampamento no sopé da montanha, são os paranaenses Dalio Zippin Neto, de 30 anos, e Ronaldo Franzen Junior, de 32. O Aconcágua é a montanha mais alta do continente, com 6.900 metros de altura.
O acidente aconteceu a 3 mil metros, quando os alpinistas escalavam a parede sul, uma região de geleiras. O diretor de Recursos Naturais Renováveis da Província, Eduardo Torres, baseado nos depoimentos dos sobreviventes, disse que após uma primeira avalanche, um dos alpinistas ficou pendurado por uma corda, outro caiu em um desfiladeiro e o terceiro foi arrastado em direção ao fundo da parede da montanha. Uma segunda avalanche arrastou os corpos por um quilômetro.
Torres explicou que ‘‘a parede sul é a mais difícil para escalar e os que sobem por ali sabem que podem ser varridos por uma avalanche’’. Segundo ele, ‘‘a primeira avalanche provocou o acidente, e uma hora depois que fui informado do fato, uma segunda avalancha ocorreu, o que impossibilita completamente o resgate dos corpos. É imossível ficar na parede sul, pois ocorrem contínuas avalanches. A parede sul é uma totalmente vertical e é a rota mais difícil’’. A divisão de Guardas-Florestais do Parque Provincial do Aconcágua, admite que os corpos dos três brasileiros nunca serão resgatados, pois o perigo de grandes avalanches é permanente. Segundo a Agência Folha, a polícia de Mendoza localizou os corpos no início da noite de ontem. Segundo esta informação, dois dos corpos permanecem no local, pois foram congelados em meio à neve, e a sua remoção ficou comprometida.
A Divisão de Relações Policiais de Mendoza disse à Agência Estado que os dois sobreviventes, Zippin Neto e Franzen Junior, estão bem, sem feridas graves, mas ‘‘completamente esgotados’’. Não havia previsão de quando os sobreviventes seriam removidos. Este é o segundo acidente mortal no Aconcágua envolvendo brasileiros desde o começo do ano. A primeira vítima ocorreu no começo do ano, quando o capitão do Exército brasileiro, Vésio Fujihara, desapareceu quando se aproximava do topo da montanha. O corpo do oficial ainda não foi encontrado.(Leia mais sobre a tragédia na Folha Cidades)

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