Três novas ações apresentadas ontem em Santiago elevaram para 100 o número de processos judiciais enfrentados pelo ex-ditador chileno Augusto Pinochet, informou o advogado Nelson Caucoto, no Palácio dos Tribunais. Pinochet é agora acusado pelos desaparecimentos do deputado comunista Bernardo Arya e sua esposa, do ex-campeão panamericano de ciclismo Sergio Tormen e de outros dirigentes esquerdistas juvenis durante a ditadura que governou o Chile entre 1973 e 1990. Está em julgamento um pedido para que seja suspensa a imunidade parlamentar de Pinochet. Ao deixar o poder ele se converteu em senador vitalício. A sentença será dada em 24 de maio, pela Corte de Apelações de Santiago. Se os juízes cassarem a imunidade do ex-ditador, ele responderá pelos fuzilamentos, assassinatos e desaparições de mais de 3 mil opositores ao seu regime. A defesa de Pinochet alega que, aos 84 anos, ele não tem mais condições de saúde física e mental para enfrentar essas ações. O argumento foi aceito pelo governo britânico, que o liberou da sua detenção em Londres.

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