Em um grande transatlântico, onde a ocorrência de acidentes fatais é mínima comparada aos demais meios de transporte, o medo maior é o de incêndio -o capitão dispõe de um controle de temperatura das cabines. Se há fogo, a zona afetada é isolada.
Depois do afundamento do Titanic, em 1914, órgãos como o Safety of Life at Sea (Solas) firmaram protocolos para garantir a vida e a segurança a bordo. É norma mundial, por exemplo, que no primeiro dia de um cruzeiro todos os passageiros façam treinamento de evacuação do navio, tomando ciência de vias de escape até cada um de seus botes salva-vidas.
O último grande acidente no mundo com vítimas aconteceu no mar do Norte em 1987. O ferry Herald of Free Enterprise, que ia da Bélgica para Dover, Inglaterra, afundou com 543 passageiros. Os náufragos caíram nas águas geladas e houve 193 mortos.
Na Antártida, barcos de cruzeiro enfrentam condições adversas e a ameaça dos icebergs. O próprio Shackleton, explorador irlandês pioneiro na região, viu seu navio Endurance afundar em 1915.
Na temporada 2007/ 2008, estima-se em 400 mil os passageiros brasileiros de cruzeiros. Nos EUA, o primeiro mercado nesse tipo de viagem, serão 11,4 milhões.

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