Acidente de avião em Quito mata 79
No avião estariam 90 pessoas. Cerca de 80 (incluindo 10 equatorianos que estavam em terra) morreram
As autoridades aeronáuticas do Equador prosseguiam ontem as buscas dos restos do avião Tupolev da empresa Cubana de Aviación, acidentado sábado no aeroporto de Quito.
Paralelamente, a Aviação Civil equatoriana informou ter encontrado mais um cadáver carbonizado de um equatoriano que estava em terra no momento do acidente, enquanto o hospital Metropolitano de Quito informou que um ferido que sofrera queimaduras graves morreu ontem, elevando o total de mortos para 79.
Quatro funcionários cubanos, vestidos com trajes azuis, inspecionaram os restos da aeronave e tiraram várias fotografias no local do acidente, acompanhados por oficiais da Aviação Civil Equatoriana. Os quatro cubanos mostraram-se a todo momento relutantes em dar informações e a fazer comentários. Eles diziam que provavelmente dariam uma entrevista mais tarde.
Além dos 79 mortos, 25 ficaram feridos depois que o avião Tupolev-154 fracassou em seu intento de levantar vôo no aeroporto de Quito, uma área urbana densamente povoada.
EquatorianosSegundo um oficial da Aviação Civil, no momento em que era realizada a operação de salvamento, foi encontrado o cadáver carbonizado de um equatoriano, que foi atingido por destroços do avião, que explodiu. Com isso, sobe para 10 o número de equatorianos mortos em terra devido ao acidente.
Um médico do Hospital Metropolitano de Quito disse à Reuters que um dos 15 feridos internados nesse centro morreu ontem em virtude de queimaduras, mas não indicou se esse fazia parte do grupo de sobreviventes ou das pessoas que estavam em terra.
Outras fontes médicas informaram que nove feridos estão internados no hospital Pablo Suárez, enquanto outros permanecem em um hospital estatal.
No momento do acidente, a aeronove levava 14 tripulantes cubanos e 76 passageiros de várias nacionalidades, majoritariamente equatorianos.
VersõesSegundo testemunhas e indicação de alguns sobreviventes, um dos três motores do avião de fabricação russa falhou e fez com que a aeronave fracassasse em sua tentativa de decolar em direção a Guayaquil e em seguida para Havana.
A tese de falha humana pareceu predominar entre alguns técnicos da aviação civil equatoriana, para explicar por que o avião derrapou, saiu da pista e se incendiou, explodindo.





