Acidente aéreo mata 150 na Sibéria
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domingo, 07 de dezembro de 1997
Boris Bachorz France Presse Moscou 
Cento e cinquenta pessoas morreram ontem na queda de um avião militar russo numa zona residencial dos arredores de Irkutsk (Sibéria), segundo anunciou a agência Interfax. A catástrofe foi causada pela falha de dois dos quatro motores do avião de carga Antonov An-124, segundo estimativas de fontes ligadas à comissão de investigação citadas pelas agência de notícias Itar Tass. As duas caixas pretas do aparelho, que foram encontradas ontem mesmo, serão levadas para Moscou para ser analisadas.
Entre os habitantes de Irkutsk, cerca de 100 pessoas morreram em terra e outras tantas ficaram feridas no desastre, segundo estimativas de um membro da comissão de investigação citado pela Interfax. Todas as pessoas que viajavam no avião (16 tripulantes e 30 passageiros) também morreram. O incêndio causado pela catástrofe aérea parecia sob controle no final da tarde de ontem.
O presidente russo Boris Yeltsin convocou para ontem uma reunião de emergência no Kremlin, imediatamente após saber da catástrofe aérea. O primeiro-ministro Viktor Chernomyrdin viajaria para o local do acidente, onde chegaria na noite de ontem (17 horas de Brasília) a pedido de Yeltsin, segundo anunciou o porta-voz presidencial Serguei Iastrjembski, citado pela Itar-Tass. O governo colocou equipes de especialistas no local e reforçou os hospitais para a emergência.
Pode ir a 200 O número de pessoas que habitavam o prédio de apartamentos destruído pelo avião pode chegar a 200, segundo a agência local da proteção civil. O aparelho também atingiu parcialmente um internato, uma escola de vários andares e várias outras construções. Cento e cinquenta crianças conseguiram ser evacuadas no meio do pavor que se instalou na escola, e outras vinte foram internadas com ferimentos - assim como cinco adultos que estavam no internato - segundo o Ministério de Situações de Emergência, citado pela Interfax.
O avião caiu apenas 25 segundos da sua decolagem e teria percorrido cerca de 1 quilômetro e meio, segundo a televisão russa. Este grande cargueiro com capacidade para 120 toneladas de mercadorias transportava para o Vietnã, via Vladivostok, dois aviões caças Sukhoi Su-27, segundo o Ministério da Defesa.
O acidente tem inúmeros precedentes, sendo que o mais grave foi a queda de um Antonov An-23 sobre um mercado de Kinshasa, que causou mais de 300 mortos em 8 de janeiro de 1996.


