AÇÃO INTERNACIONAL - Equador não quer pagar dívida com BNDES
O presidente do Equador, Rafael Correa, disse que o Brasil quer transformar uma questão comercial em um impasse diplomático. Não entendemos por que tem que haver um incidente diplomático em um problema estritamente comercial e financeiro, disse o presidente. Correa assegurou que não tomará medidas e que vai analisar a dívida externa com seus advogados, lamentando a decisão brasileira de chamar para consulta o embaixador em Quito. O governo do Equador entrou com uma ação internacional para suspender o pagamento da dívida de US$ 243 milhões contraída com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção no país da usina hidrelétrica San Francisco. A demanda foi apresentada na Câmara de Comércio Internacional (CCI) em Paris. O presidente Lula lamentou recentemente, em conversa com Correa, o mal-estar envolvendo o BNDES. Segundo fontes oficiais, Lula teria telefonado para Correa e dito estar surpreso com o fato de o país vizinho ter entrado com uma ação internacional para suspender o pagamento do empréstimo.
É um país da América do Sul limitado a norte pela Colômbia, a leste e
sul pelo Peru e a oeste pelo Oceano Pacífico. Sua capital é Quito, mas a cidade mais importante economicamente é Guaiaquil
O atual presidente do Equador é economista e foi ministro de Economia e Finanças no governo anterior. Defende uma postura nacionalista, oposta aos organismos multilaterais como o Banco Mundial e o FMI, e maior participação do estado na exploração do petróleo
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