Ação de guerrilha contra a coalizão no Afeganistão
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de outubro de 2003
Mike Patterson<br>France Presse 
Ghazni, Afeganistão Dois anos depois do lançamento da operação ''Enduring Freedom'' (Liberdade Duradoura) que derrubou o regime dos talibãs no Afeganistão, 12.500 soldados de uma coalizão internacional 10.000 deles americanos enfrentam uma guerrilha mais ativa do que nunca por parte dos chamados ''estudantes de religião''.
Longe de travar uma batalha direta contra a superpoderosa máquina militar dos Estados Unidos, os talibãs multiplicam as operações pontuais contra patrulhas, estrangeiras ou afegãs, bases da coalizão, serviços do governo central e funcionários das várias organizações humanitárias que tentam recuperar o Afeganistão dos 23 anos de guerra.
Desde o início de agosto, seis funcionários de organizações não-governamentais morreram na província de Ghazni, ao sudoeste de Cabul, perto das áreas mais perigosas do Afeganistão, na fronteira com o Paquistão.
''Os talibãs não têm condições de tomar de novo o poder'', disse à AFP o governador da província de Ghazni, Asadula Jaled, destacando o ''efeito negativo'' destes ataques na reconstrução.
Desde setembro de 2002, os ataques contra as organizações humanitárias passaram da média de um por mês a um a cada dois dias, informou no fim de setembro passado a entidade internacional Care que, assim como as agências das Nações Unidas e outras ONGs, suspende regularmente suas atividades em algumas regiões do país por motivo de segurança.
Para terminar com o círculo vicioso do discurso ''não há segurança sem reconstrução, mas não há reconstrução sem segurança'', a Otan está disposta a levar o campo de ação da Força Internacional de Assistência à Segurança para além da capital.


