Acaba invasão de embaixada iraquiana
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terça-feira, 20 de agosto de 2002
France Presse 
BerlimA polícia irrompeu ontem à noite na embaixada iraquiana de Berlim, libertando os reféns que estavam retidos desde a primeira hora da tarde por um grupo de oposição iraquiano até agora desconhecido, anunciaram as forças de segurança. ''Já não há ameaça'', declarou uma porta-voz policial, Kristine Rother. As forças especiais da polícia alemã entraram na embaixada por volta das 19H40 locais (14H40 BRA). Os cinco sequestradores foram detidos e dois deles ficaram ligeiramente feridos. O encarregado de negócios da sede diplomática, Shamir Mohammed, fazia parte dos reféns. A embaixada estava situada em Zehlendorf, bairro residencial do sudoeste de Berlim.
Um homem foi ferido ligeiramente nesta tomada de reféns, que começou às 14H30 locais. Segundo a polícia, foi atingido por gás paralisante nos olhos. Uma mulher também foi afetada. Os dois, membros do pessoal da embaixada, foram retirados de ambulância.
Em um comunicado enviado a várias agências de notícias, o sequestro foi reivindicado por um grupo denominado Oposição Democrática Iraquiana na Alemanha, até agora desconhecido. ''Em nome do povo iraquiano e de seus dirigentes legítimos, a oposição iraquiana, informamos que a libertação do solo iraquiano começa hoje. Tomamos posse da embaixada do Iraque em Berlim e damos assim o primeiro passo em direção da libertação de nossa querida mãe-pátria'', explicou a nota. Um dos sequestradores, contactado por telefone pela televisão catarí Al Jazeera, afirmou que a operação pretendia ''libertar a terra do Iraque''.
Em declarações à Deutsche Welle, os sequestradores acrescentaram que a ação era ''simbólica e feita em nome dos 20 milhões de iraquianos que diariamente são torturados e assassinados pelo governo''.
O chanceler alemão, Gerhard Schroeder, é o único aliado europeu dos Estados Unidos que excluiu seu país de participar numa operação contra o governo de Saddam Hussein.
Por sua vez, a Casa Branca chamou a tomada de reféns de ''inaceitável'' e prejudicial aos ''esforços legítimos'' de se conseguir uma mudança de governo no Iraque.
Em Bagdá, as autoridades iraquianas qualificaram o sequestro de ''ato terrorista'' e acusaram os serviços de inteligência ''norte-americanos e sionistas'' de ter preparado esta operação.


