Abstenção deve marcar eleições hoje
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terça-feira, 03 de novembro de 1998
Das agências 
O diretor do Comitê para o Estudo do Eleitorado Americano, Curtis Gans, considerado um perito no assunto, prevê que somente 38% dos eleitores irão às urnas hoje. As eleições legislativas costumam atrair menos de 40% dos quase 197 milhões de eleitores dos EUA. Em 1994, votaram 38,78%, nas últimas eleições presidenciais votaram 49% - um dos índices mais baixos de participação entre os países industrializados.
Em sua primeira entrevista a uma emissora de língua espanhola desde que tomou posse, o presidente Bill Clinton instou os hispânicos a votar nas eleições legislativas. Ele falou em inglês, mas cumprimentou os ouvintes com Buenos dias. Clinton falou à cadeia de Radio Unica, com sede em Miami e 47 afiliadas nos EUA, Porto Rico e Austrália.
Os 30 milhões de hispânicos - com exceção dos cubano-americanos - votam majoritariamente nos democratas. Os analistas políticos consideram que o voto das minorias será decisivo.
Clinton falou sobre sua luta para eliminar as cláusulas antiimigrante da legislação, de modernização da assistência social e na diminuição da burocracia para obtenção da documentação de residência no país.
Clinton também falou à Black Entertainment Television, cuja audiência é predominantemente formada por negros. Ele conclamou os ouvintes a comparecer às urnas, enfatizando que seu voto será extremamente importante para que os democratas ganhem as eleições.
Troca de críticasDemocratas e republicanos trocaram críticas domingo nos programas políticos da televisão nacional, antes das eleições legislativas de meio mandato, que serão cruciais para a permanência no cargo do presidente Bill Clinton, que luta para afastar um eventual processo de destituição por parte do Congresso.
Apesar das primeiras previsões sobre um desastre nas fileiras democratas devido ao escândalo de sexo e mentiras do presidente Bill Clinton com Monica Lewinsky, as últimas pesquisas mostram que nenhum dos dois partidos conseguirá grandes avanços nas eleições que se realizam hoje.
Os analistas esperavam que estas eleições fossem um referendo sobre o caso de Clinton com a ex-estagiária da Casa Branca, que os norte-americanos criticaram em massa. Mas, paulatinamente, a campanha se transformou, com os líderes partidários lutando para vencer a apatia do eleitorado em um tempo de bonança econômica.


