Caracas - Com participação pequena, os venezuelanos saíram ontem para votar para aprovar ou não a reforma constitucional do presidente Hugo Chávez, que introduz a reeleição presidencial indefinida. Até o fechamento desta edição o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) não havia indicado o resultado.
Uma abstenção alta favorece a aprovação da reforma, segundo as pesquisas mais recentes. O levantamento da Consultores 21, por exemplo, mostrava que o ''não'' à proposta de Chávez chegava à 53,4%, mas caía para 49,4% entre os que se diziam dispostos a ir às urnas.
O presidente Hugo Chávez estava confiante ontem na vitória do ''Sim'', no referendo que altera 69 artigos da Constituição venezuelana. ''Vamos aceitar o resultado, seja ele qual for'', disse logo após votar em uma escola no bairro periférico 23 de Enero, onde chegou no início da tarde acompanhado por sua família. A oposição informou que alegará fraude e não acatará os resultados das urnas caso a reforma seja aprovada.
Muitos venezuelanos madrugaram para ir às urnas. Às 3h de ontem, fogos de artifício foram lançados em diversos pontos de Caracas. A votação começou às 6 horas e terminou às 16h (18h de Brasília).
Agressão - O ex-ministro de Defesa venezuelano Raúl Baduel, que fez campanha pelo ''Não'', denunciou ter sido vítima de uma tentativa de agressão por parte de um homem armado, que teria jogado o carro contra ele e outras pessoas em Maracay (80 km de Caracas).

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