Absolvição de policiais causa mais protestos
France Presse
De Nova York
Uma manifestação para protestar contra a absolvição dos quatro policiais que mataram o imigrante guineano Amadou Diallo reuniu, ontem, cerca de 2 mil pessoas diante da sede das Nações Unidas, em Nova York. O reverendo Al Sharpton, importante figura da comunidade negra de Nova York, disse em seu discurso que nesta cidade que abriga a sede da ONU, os diplomatas devem saber que um inocente pode ser morto a tiros e que isto não é crime.
Amadou Diallo poderia ser filho de qualquer diplomata das Nações Unidas, assinalou Sharpton para destacar o direito de todo o cidadão de não ser considerado suspeito apenas pela cor de sua pele.
Sharpton insistiu em que o caso deve ser julgado pela Justiça Federal, após a absolvição dos quatro membros do Departamento de Polícia de Nova York em um tribunal de Albany (capital do estado).
Diallo, um imigrante de 22 anos vindo da Guiné, morreu em 4 de fevereiro de 1999, após receber 41 tiros dos quatro policiais, que alegaram ter atuado em legítima defesa porque pensavam que o rapaz os ameaçava com uma arma. Na mão direita do imigrante havia apenas sua carteira.
AcusaçãoO líder negro ativista pelos direitos civis, pastor Jesse Jackson, disse que os quatro policiais que foram absolvidos pela morte do imigrante africano Amadou Diallo deveriam ir para a prisão.
Eles não o mataram acidentalmente. Eles o mataram ilegalmente. Eles o executaram, eles o assassinaram, acusou Jackson.





