Aborto e união gay contra o bem comum
São Paulo - O papa Bento XVI afirmou ontem que o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo são duas das mais insidiosas e perigosas ameaças que o mundo enfrenta atualmente. Em encontro com educadores católicos e assistentes sociais de Portugal, Bento XVI disse que ambos são opostos ao ''bem comum'' e defendeu a família ''baseada no matrimônio indissolúvel entre um homem e uma mulher''.
O papa disse ainda que estas iniciativas constituem ''elementos essenciais para a construção da civilização do amor''.
Como muitos países na Europa Ocidental, Portugal afastou-se de suas raízes católicas e tem preocupado o Vaticano com a aprovação de leis permitindo o aborto e o divórcio, mesmo quando um dos cônjuges se opõe.
No início deste ano, o Parlamento aprovou uma lei que visa tornar o país o sexto na Europa no qual casais do mesmo sexo podem se casar. O presidente do país deve agora aprovar a legislação.
Bento XVI, nascido na Alemanha, deixou claro seu descontentamento com tais tendências na Europa e tornou uma prioridade de seu papado lembrar aos europeus que o cristianismo constitui uma base de grande parte da sua cultura e identidade, e que eles não devem tentar viver sem Deus. Nos cinco anos de seu papado, nove de 15 viagens ao exterior foram para a Europa.
Cerca de 500 mil pessoas de todo o mundo assistiram ontem à missa celebrada pelo papa na esplanada de Fátima, em Portugal. O número supera os 400 mil fiéis que acompanharam, em 2000, a visita de João Paulo 2º ao santuário, para a beatificação de Jacinta e Francisco, duas das crianças que disseram ter recebido visita da Virgem Maria, em 13 de maio de 1917.





