Aborto deixa de ser crime em Portugal
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
France Presse 
Lisboa - O primeiro-ministro português, José Sócrates, confirmou ontem que ''o aborto deixará de ser crime'' nas dez primeira semanas de gravidez em Portugal, depois da vitória do ''sim'' no referendo sobre a descriminalização da interrupção voluntária da gravidez.
''A interrupção voluntária da gravidez nas primeiras dez semanas, praticada por determinação da mulher numa clínica autorizada, deixará de ser crime. Nosso dever é respeitar a vontade dos portugueses'', afirmou ele.
Entre 57% e 61% dos eleitores portugueses foram às urnas para votar a favor da interrupção da gravidez, segundo pesquisas de boca-de-urna. ''O Parlamento deverá agora votar uma lei que respeite o resultado'', acrescentou o primeiro-ministro.
Os locais de votação fecharam as portas às 19h locais (17h de Brasília). Três horas antes do fim da votação, apenas 31,31% dos eleitores haviam participado, de acordo com a Comissão Nacional de Eleições (CNE). O índice não deve chegar aos 50% exigidos para validar o resultado. No entanto, Socrates já havia anunciado que o Parlamento modificaria de todas as formas a lei atual, caso o ''sim'' fosse vitorioso.


