São Paulo - Carregando rosários, medalhas e flores, centenas de pessoas formaram-se em fila ontem para visitar o túmulo do papa João Paulo 2º, enterrado na última sexta-feira na cripta da basílica de São Pedro. O corpo do papa foi colocado no mesmo local onde ficou o papa João 23 até sua canonização, em 2000.
A segurança do Vaticano tenta evitar que filas gigantes se formem à espera de uma visitação ao local onde foi enterrado João Paulo 2º.
Favoritos - A cinco dias do início do Conclave, dois membros do 'aparatchik' de João Paulo II - o cardeal alemão Joseph Ratzinger, ex-guardião da ortodoxia vaticana, e o ex-secretário de Estado Angelo Sodano - aparecem como favoritos para sua sucessão.
Apesar da proibição expressa de os cardeais divulgarem o que vem sendo discutido nas reuniões diárias que antecedem o Conclave, a imprensa italiana especulou muito ontem sobre a sucessão o carismático Karol Wojtyla.
''A situação é ainda um pouco confusa'', assegurou ao jornal 'La Repubblica' um cardeal emérito, ''mas começa a discussão sobre os grandes temas de base, sobre os quais será escolhido o sucessor''.
Segundos os números projetados, Ratzinger, o ideólogo da Igreja de João Paulo II, pode obter entre 40 e 50 votos, enquanto Sodano, o diplomata do Vaticano, pode conseguir cerca de 30 votos na primeira votação.
O cardeal brasileiro Cláudio Hummes, 70, está fora do circuito de conversas romano, ainda que seja sempre citado como ''papável''. Por estilo, por ser um franciscano descrito como austero em todos os hábitos. E também pela piora de uma gripe que lhe afetou a garganta na semana passada. Ele está afônico.
Enquanto isso, pode estudar o perfil dos cardeais eleitores no conclave.

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