Aberta oficialmente a 53ª Assembléia Geral
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quarta-feira, 09 de setembro de 1998
Ane Penketh France Presse 
A 53ª Assembléia Geral da ONU foi aberta ontem com uma agenda que inclui a globalização, o terrorismo e desarmamento. O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Didier Opertti, de 61 anos, substituiu o ucraniano Hennadiy Udovenko na presidência da Assembléia Geral. Em seu discurso de despedida proferido na véspera, Udovenko chamou a atenção dos Estados membros por terem fracassado na execução das propostas de reforma vitais para a organização.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que teve várias propostas de reforma recusadas pelos países em desenvolvimento, pediu à Assembléia Geral, que irá contar com a participação de representantes de 185 países, que enfoque suas discussões na globalização, processo que descreveu como um dos maiores desafios que a comunidade internacional enfrenta.
A Assembléia Geral manterá uma sessão de nível ministerial para abordar o tema da globalização nos dias 17 e 18 de setembro, antes da reunião dos chefes de Estado e de Governo para o debate anual da ONU e para consultas bilaterais.
Serão 26 chefes de Estado e 20 de Governo participando do debate que irá durar duas semanas e que começa no dia 21 de setembro. Estarão presentes, entre outros, os presidentes Bill Clinton, dos Estados Unidos, Mohammad Khatami, do Irã, e Nélson Mandela, da África do Sul. O primeiro-ministro de israel, Benjamin Netanyahu, irá discursar diante da Assembléia Geral e o presidente palestino Yasser Arafat irá participar pela primeira vez no debate reservado para os Estados membros da ONU.


