Aumentou para 40, o número de reféns do grupo rebelde muçulmano Abbu Sayyaf, que capturou anteontem três membros de uma equipe de tevê francesa na ilha de Jolo, no Sul das Filipinas. Segundo fontes policiais, os três jornalistas foram vistos no acampamento do Abbu Sayyaf, um dia depois que o governo provincial foi informado de seu desaparecimento. O chefe da polícia provincial, Cándido Casimiro, disse que os três jornalistas da tevê francesa ‘‘France 2’’ se encontram no acampamento dirigido por Galib Andang, um dos chefes do Abbu Sayyaf, que estaria encarregado de vigiar a maior parte dos reféns. A jornalista Maryse Burgot, de 36 anos, o cinegrafista Jean-Jacques Legarrec, de 46 anos e o operador de áudio Roland Madura, de 49, foram capturados no domingo, quando tentavam entrevistar Galib Andang e seus reféns. O grupo chegou a Jolo no domingo, acompanhado da técnica Corinne Gaucherand, com o objetivo de cobrir o longo sequestro de 21 pessoas, dez delas turistas estrangeiros, que começou em 23 de abril, num balneário vip da região, na ilha malaia de Sipadan. Na semana passada, também foram sequestrados o jornalista alemão Andreas Lorenz, enviado especial do semanário ‘‘Der Spiegel’’, e 13 sacerdotes filipinos, principais alvos das ameaças dos rebeldes hoje. O Abbu Sayyaf retém também outros três filipinos, capturados em março na vizinha ilha de Basilan e levados posteriormente a Jolo.

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