Caracas Os partidários da oposição venezuelana começaram ontem a recolher assinaturas para pedir um referendo revogatório contra o presidente Hugo Chávez e um grupo de 34 deputados governistas.
Dezenas de pessoas faziam fila nos centros de recolhimento de assinaturas em Caracas e outras localidades, mas a frequência era pequena nas zonas mais empobrecidas da cidade.
A imprensa registrou um atraso na chegada do material necessário para a abertura dos centros, como ocorreu na semana passada, quando foram recolhidas assinaturas dos partidários de Chávez para revogar o mandato de 37 deputados da oposição.
A campanha opositora, que não registrou grandes incidentes no primeiro dia, vai até a próxima segunda-feira, Depois disso, os adversários de Chávez devem apresentar as assinaturas recolhidas ante o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
Os opositores devem recolher 20% de assinaturas dentre mais de 12 milhões de eleitores inscritos para poder convocar o referendo contra Chávez. O CNE tem um mês para verificar as assinaturas e decidir se convoca a consulta, que poderá ser realizada no final de fevereiro ou março.
Calma O chefe da missão de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) na coleta de assinaturas, Fernando Jaramillo, afirmou ontem que tudo está se desenrolando com ''grande cordialidade''.
''As pessoas podem chegar aos centros tranquilamente para expressar sua vontade'', disse Jaramillo a jornalistas, enquanto fazia um percurso por vários locais de coleta. Assinalou que houve ''fatos isolados'' que perturbaram a ordem, mas sem maiores consequências.

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