Um dos mais longos regimes ditatoriais foi derrubado na semana passada com a fuga de Muamar Kadafi de Trípoli, capital da Líbia. Após mais de 40 anos de dominação sob o povo líbio, o regime de Kadafi foi declarado deposto pelos rebeldes que dominaram a maior parte de Trípoli. Ele estava no poder desde 1969.
  Mesmo sem a captura de Kadafi, moradores comemoravam o fim da ditadura nas ruas da capital. O ditador governou o país com mão de ferro por quase meio século. ‘‘Espero que ele seja capturado vivo, para que receba um julgamento justo’’, disse o líder do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustafah Abdelkhalil. Os rebeldes ainda descobriram uma extensa galeria de tunéis sob a capital líbia por onde Kadafi e membros de seu governo se refugiaram.
  O presidente norte-americano Barack Obama e membros da União Europeia fizeram coro aos rebeldes, afirmando que a melhor saída para Kadafi seria entregar-se. Obama prometeu que Washington será ‘‘um amigo e parceiro’’ do país no futuro e pediu ‘‘uma transição inclusiva que conduza a uma Líbia democrática’’.
  Já o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, também declarou que o governo brasileiro é solidário às aspirações do povo líbio e descartou a possibilidade de o País dar asilo político ao ditador, que teve ótimas relações com o ex-presidente Lula: ‘‘Não está em consideração receber Kadafi no Brasil’’.


● Na ditadura, não há participação popular; o poder está em apenas uma instância

● É concedido ao cidadão estrangeiro que se sente perseguido ou em situação de insegurança em seu país de origem; para pedi-lo, no Brasil, deve-se procura a Polícia Federal

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