A violência prossegue no Iraque e Turquia rejeita ultimato dos rebeldes
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domingo, 27 de junho de 2004
France Presse 
Bagdá - O primeiro-ministro iraquiano Iyad Allawi prometeu ontem que as eleições gerais no Iraque serão realizadas dentro do prazo previsto, voltando atrás nas declarações da véspera, segundo as quais o pleito eleitoral seria adiado em função da onda de violência que atinge o país e que continuou cobrando mais vidas este final de semana. Paralelo a isso, a Turquia rejeitou o ultimato do grupo terrorista que ameaça degolar três de seus cidadãos caso Ancara não retire suas empresas do Iraque.
Quatro pessoas morreram ontem em Bagdá, entre elas duas crianças e um passageiro de um avião militar que foi alvo de disparos, a três dias da transferência dos poderes aos iraquianos.
Estes ataques ocorrem no dia seguinte de um atentado que deixou 23 mortos, entre eles muitas crianças, em Hilla, cidade de maioria xiita ao sul de Bagdá.
Em Mossul (norte), cinco peshmergas (combatentes curdos), ficaram gravemente feridos na explosão de uma bomba colocada na beira da estrada.
Seis membros da Guarda Nacional também morreram em um ataque armado em Jalawla, 120 km ao norte da cidade de Baaquba. Os agressores usaram foguetes antitanques e armas automáticas. Um dos atacantes, que se encontrava a bordo de um veículo, morreu no tiroteio e os outros conseguiram fugir.
No âmbito político, Allawi prometeu que as eleições gerais serão realizadas dentro do prazo previsto, ou seja, até o dia 31 de janeiro de 2005.
Allawi acrescentou que o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein será transferido no início do mês de julho a uma prisão iraquiana, com um limitado apoio da Força Multinacional (FMN).
A declaração de Allawi entrou em contradição com a afirmação do secretário de Estado americano Colin Powell, segundo o qual Saddam continuará em mãos das forças americanas ''num futuro próximo''.
Uma autoridade turca confirmou ontem à AFP que cidadãos turcos são mantidos como reféns no Iraque. O grupo do jordaniano Abu Mussab al-Zarqawi, ligado à rede terrorista Al-Qaeda, ameaçou decapitá-los caso Ancara não retire suas empresas do Iraque em 72 horas.
Segundo Colin Powell, Washington está cooperando estreitamente com o governo da Turquia para ajudar a libertar os três turcos sequestrados.


