France Presse
De Londres
A rainha-mãe da Grã-Bretanha completa hoje 99 anos, prelúdio - esperam os britânicos - de um centenário que coincidirá com o século e coroará sua popularidade intacta, apesar de seu conservadorismo e de sua aversão às tentativas de modernizar a monarquia.
Confiado na saúde de ferro da rainha-mãe, o correio já pôs em circulação uma série de selos para celebrar o futuro centenário da Velha Dama, cuja vida - segundo a imprensa - ‘‘está casada com o século’’.
Os últimos boletins de saúde são tranquilizadores: em 1998, teve de ser submetida a uma intervenção no fêmur, mas em seu 99º ano só sofreu uma leve operação no nariz.
Segundo seus biógrafos, a rainha-mãe demonstrou um caráter de ferro, forjado por duas guerras mundiais, a prematura morte de seu irmão mais velho, uma viuvez precoce pela morte de seu marido, o rei George VI quando ela só tinha 51 anos, e os problemas conjugais de seus netos. Quando o palácio foi bombardeado na Segunda Guerra Mundial, ela se recusou a abandoná-lo, ganhando para sempre a estima da nação.

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